Nau Talks #6 – Ratinho: “As redes sociais estão sempre atrasadas em relação à TV aberta”

O apresentador Ratinho está pessimista com a economia, não vê um nomede centro para eleição de 2022 e acha que o Brasil deveria cobrar para protegero meio ambiente.

A revolução do streaming não assusta o apresentador e empresário Carlos Massa, o Ratinho, dono de várias emissoras de rádio e TV.

“Todo mundo pensa que a TV aberta diminuiu a audiência, mas, pelo contrário, aumentou muito, porque a televisão é muito rápida. A rede social sempre vai ser atrasada em relação a TV aberta”, pontua Ratinho, em entrevista ao Nau Talks, podcast comandado por Nathalia Paulino. Ele acredita que apenas o jornal impresso pode sair de circulação em função do alto custo.

Há anos no horário nobre da televisão brasileira, o empresário criou uma sociedade com o SBT para estruturar a grade. “As pessoas que não gostam de mim, chamam meu programa  de sensacionalista. Sempre achei que o meu programa era popular, nunca achei que fosse sensacionalista. Tinha duas vertentes, ou ia para o esporte, onde já existia uma ‘mafiazinha’ e não dava para entrar, ou ia para entretenimento, que não existe máfia e me dei muito bem”,  ressalta.

Ratinho está otimista para a eleição de 2022, apesar de considerar difícil a viabilização de um nome para a terceira via. “Os nossos times de centro são tão fracos que o Danilo Gentili brincando consegue 8% dos votos. Temos um radical da direita com 30% e um radical da esquerda com 30%. Temos que achar um nome para captar os 40%, mas esse nome não existe. E quem poderia ser não quer ser”, sentencia o apresentador e empresário, Carlos Massa, e “O Danilo está até começando a  gostar da ideia e é muito mais inteligente que muita gente que passou pela presidência”, provoca ele, que já foi vereador e deputado federal.

Por outro lado, quando fala de cenário econômico futuro, Ratinho, um dos apresentadores mais famosos e admirados na televisão brasileira, economiza entusiasmo. “A  pandemia atrapalhou todo o processo de crescimento da economia e ainda ajudou a aumentar a polarização no país. Dizem que o vírus surgiu na China, chegou no Brasil e se politizou. É uma disputa política boba e ineficaz tanto de um lado como do outro, desnecessária e acaba que a gente ainda não tem a quantidade de vacina necessária para todo mundo. Houve politização sim e quem perdeu com isso foi a população”, explica.

Outro ponto que o incomoda e que ele se posiciona contra o senso comum diz respeito à proteção do meio ambiente.

“Sou totalmente contra o politicamente correto. O Brasil é o único país no mundo protegendo áreas que deveriam ser do agronegócio. Os EUA protegem o “meio ambiente”e  que é um deserto, onde não se produz nada. A Alemanha não tem nada de proteção. Mas se o Amazonas é o oxigênio do mundo, então que se pague por ele, e ninguém quer pagar”, defende Ratinho.

Como empresário, Ratinho atua com agronegócio e comunicação. “Estou na logística também, tenho vagões que alugo, além das marcas que represento e recebo por elas”, explica, mas reitera que seu lado empresarial não é o seu forte. “Não sou um bom empresário, determino uma pessoa para cuidar do meu negócio. Sou um bom vendedor, me vendo bem e tenho meus filhos, que conferem para mim o que dá lucro e o que dá prejuízo”, completa.

Agronegócio no Brasil

Ao ser perguntado por Nathalia Paulino sobre qual pitch faria para vender o Brasil, a resposta é clara.

“É o país que mais produz no mundo. Se você chupar dez laranjas, sete são do Brasil. A soja é do Brasil, café é do Brasil”. Mas salienta que a mentalidade ainda precisa mudar. “Por que a gente não vende isso? Por que a gente não vende hambúrguer de soja, ao invés de vender a carne in natura? A gente tem que aprender a fazer isso, não é colocar o grão para fora, vendemos o milho, mas temos o frango, o porco.”

Ratinho acredita que o Brasil precisa investir em tecnologia de campo, porque já sabe produzir comida. “Hoje nós ganhamos um computador e damos um caminhão de milho e isso não pode. Tem que ter um caminhão cheio de milho pra comprar, ao passo que poderíamos ter comida aqui e trocar por um preço maior. Porque o mundo vai precisar, China e Índia, por exemplo, vão precisar de comida e não vão ter como suprir esse déficit daqui a 30 anos”, explica.

Assista a entrevista completa:

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